Eu não tenho uma novidade para contar. É sério! Dentre outras tantas coisas, eu sou um homem velho, curtido, chorado, sangrado e sofrido e eu não sei mais esconder isso de mim, logo, não o sei esconder de você.
Queria poder morrer agora. A sete palmos do chão, escreveria as minhas próprias memórias póstumas, contaria meus absurdos, meus segredos mais cabeludos... E seria, quiçá, uma novidade. Bem, afora Brás Cubas, não conheço muitos mortos que escrevam memórias, então... Além disso, não faria tanta diferença assim... Hoje, por exemplo, eu estou enterrado em mim e não há ninguém chorando de saudade.
Não, eu não estou reclamando da vida, ela até que anda bem movimentada, mas, sabe, é tudo tão mais bonito onde minha cabeça mora. Viajar para dentro de si é fascinante, e - agora falando para que serve este blogue - é mais ou menos essa a idéia que me faz vir aqui e escrever. Conhecer meus mil e um continentes, desbravar cada mata densa, mergulhar em cada mar profundo, ir pulando de mundo em mundo neste monte de mundos que eu carrego bem dentro aqui. É isso que me faz escrever, é isso que me faz existir.
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